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domingo, 24 de julho de 2011

BANCO CENTRAL PRECISA TOMAR CUIDADO QUANDO O ASSUNTO É INFLAÇÃO

O Banco Central aumentou a taxa de juros para 12,5%, mais o comunicado abriu o debate sobre próximos passos. O que ficou entendido que vai parar de subir taxa de juros.
A taxa de juros, ela não tem efeito imediato, ela ocorre lentamente, ela tem um passo entre a sua ação e o seu efeito na economia e ela fica fazendo efeito por um longo tempo, é assim sempre na economia - Então isso é uma lei da economia.
O Banco Central deve então desacelerar um pouco essa ação de subir taxa de juros, até porque corre riscos. Quais riscos? Nesse momento muitas pessoas adquiriram créditos no Brasil, e o nível de inadimplência subiu. E se a qualquer momento o nível da economia retroceder, haver uma queda muita grande de desemprego, pode virar uma bola de neve e haver inadimplência.
O Banco Central, tem que combater a inflação, mais ele também não pode errar pra mais, então é nesse dilema que o Banco Central esta agora, e ele resolveu se dar um tempo para pensar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

TAXA DE JUROS BRASILEIRA

O Brasil possui a taxa de juros mais alta do mundo, hoje está cotado em 10,75% ao ano. São os juros altos contém os preços, porque desistimula o investimento produtivo e o consumo.
JUROS ALTOS - Posição Contra: Faz com que os produtos importados fiquem mais caros, devido a valorização do dólar. E também encarece os produtos industrializados montados no Brasil. E o país perde a competividade em relação aos produtos nacionais, além de pressionar a inflação para cima.
SUPERÁVIT: O real desvalorizado pela diminuição da entrada de recursos estrangeiros torna as empresas nacionais mais competitivas dentro e fora do Brasil. O aumento das exportações amplia o superávit da balança comercial.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O CUSTO DO DINHEIRO E CARTÃO DE CRÉDITO

Fevereiro
Março

Abril


...
CARTÃO DE CRÉDITO
Cartão não é:
Renda extra
O melhor financiamento Antidepressivo

Cartão é:
Antecipação de sua renda
Organizador do seu caixa
Espelho do seu orçamento

Na Conferência Internacional de Educação Financeira, organizada pela OCDE e realizada esta semana no Rio, o cartão de crédito foi a estrela. Há muita preocupação sobre este instrumento de crédito e o consenso de que é fundamental que as pessoas sejam treinadas a utilizar seu cartão. Ou seja, transformar o algoz num aliado.O representante do México fez uma apresentação muito boa. No México, a correta utilização do cartão de crédito é uma questão que envolve o próprio governo federal.Aqui link para o filme publicitário que eles fizeram dizendo que cartão de crédito não é um dinheiro extra.http://www.youtube.com/watch?v=2u5ruLj0SEI

Abaixo, estão as regras para a utilização do cartão de crédito elaborado pelo mexicano Condusef (Comissão Nacional para a Proteção e Defesa dos Usuários dos Serviços Financeiros):

Antes de contratar:
Compare entre os diversos cartões. Nem todas oferecem o mesmo. Escolha a que mais se ajusta às suas necessidades e a sua capacidade de pagamento. Procure ter apenas as necessárias.
Informe-se sobre as taxas de juro, tarifas, seguros associados benefícios e responsabilidades.
Antes de assinar o contrato esclareça todas as dúvidas.

Para quem já está com o cartão:
Use dentro do seu orçamento e/ou em caso de emergências. O cartão de crédito pode ser de grande ajuda se for utilizado dentro da sua capacidade de pagamento. Nunca o considere como dinheiro extra para gastar acima da sua renda. Pague pontualmente suas dívidas
Para reduzir sua dívida no cartão:
Pague sempre acima do mínimo
Tente consolidar a dívida numa única linha de crédito. Cancele alguns cartões.

terça-feira, 4 de maio de 2010

MEC VAI LIBERAR CRÉDITO ESTUDANTIL APENAS PARA QUEM TIVER FEITO A PROVA DO ENEM

O MEC (Ministério da Educação) vai passar a exigir a participação no Enem para os estudantes que pedirem financiamento estudantil pelo Fies, programa do governo federal. A medida vale só para quem entrar na faculdade no primeiro semestre de 2011. O aluno que for pedir financiamento este ano não precisa comprovar participação no Enem.A decisão foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União. A próxima edição do Enem deverá ser aplicada nos dias 6 e 7 de novembro deste ano. A expectativa do ministério é que a prova tenha até 7 milhões de estudantes inscritos. O exame de 2009 teve 4,1 milhões de inscritos, mas a abstenção chegou a cerca de 38%. A portaria do MEC trata também das regras e dos procedimentos para inscrição no Fies neste ano. Os pedidos de financiamento deverão ser feitos somente pela internet, no site do SisFies. No entanto, a data de abertura do sistema ainda não foi divulgada. A partir de então o aluno poderá solicitar o Fies em qualquer período do ano.O ministério anunciou que estudava mudanças no programa, como o fim da exigência do fiador. Mas, para o primeiro semestre deste ano, ainda serão pedidas garantias, como o fiador convencional ou o grupo de fiadores solidários, composto por até cinco alunos em que cada um é corresponsável pelo pagamento das prestações de todos os integrantes. O MEC estuda criar um fundo para que não haja mais a cobrança.Entenda o que é o FiesO Fies, um programa do governo federal criado em 1999, oferece crédito para estudantes em instituições particulares de ensino superior. Para conseguir o benefício, é necessário que o aluno já esteja matriculado em uma das cerca de 1.500 universidades, centros universitários e faculdades cadastrados no sistema. Além disso, é pré-requisito que a graduação tenha avaliação positiva pelo MEC. O programa não vale para cursos a distância. Os financiamentos podem ser de 50%, 75% e até 100% do valor da mensalidade. Quem tem bolsa parcial pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) também pode pedir crédito. Este ano, o Conselho Monetário Nacional reduziu os juros do Fies de 3,5% para 3,4% ao ano. Outra mudança é que o prazo para quitar a dívida, que antes era de duas vezes o período do curso, agora passou a ser de três. Um aluno que financiou um curso de quatro anos, por exemplo, pode quitar seu saldo devedor com o banco em até 12 anos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AUMENTO DA TAXA DE JUROS DESAGRADA EMPRESÁRIOS E SINDICALISTAS


JORNAL CORREIO BRASILIENSE: São Paulo - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no dia 28/04/2010 o aumento da taxa básica de juros (Selic) em 9,5% pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Por meio de nota, a entidade perguntou. “a quem interessa segurar o crescimento do Brasil?”. Ela também questionou a competência e autonomia do Banco Central (BC), afirmando que o banco estaria “atendendo a interesses de poucos em detrimento de muitos”.

“O país precisa equilibrar a retomada do consumo doméstico com o aumento de investimentos produtivos. A política monetária conservadora tende a ser um forte obstáculo a este objetivo, além de encarecer o crédito, que permitiu ao mercado interno passar pela turbulência internacional sem grandes percalços”, afirmou, em nota, Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP.

“O caso brasileiro mostra um paradoxo. Enquanto alguns países importantes da Europa passam por uma onda de descrédito e outras nações desenvolvidas lutam para encontrar instrumentos que tragam estabilidade e crescimento econômico, o Brasil, que vive uma fase de expansão da economia, decide adotar medidas de contenção dessa expansão com aumento dos juros como forma de conter o crescimento e assim controlar a inflação”, afirmou Godoy, por meio de nota.O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, considerou a decisão do Copom “equivocada e perversa para com o setor produtivo” . Ele lamentou o aumento da Selic afirmando que o Brasil está “virando um paraíso para os especuladores do mundo inteiro”, disse por meio de nota. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, disse não haver motivo que justifique o aumento da taxa de juros. Ele também culpou “os especuladores” pela medida. Para o presidente da CUT, o preço pelo aumento será pago pelos trabalhadores, “seja pela diminuição dos investimentos de parte do setor produtivo, atraído pela especulação, seja pela elevação do custo dos empréstimos ou do endividamento já existente”.

NOTA: ANALISTA PREVEEM TAXA DE JUROS DE 11% PARA ESSE ANO (11, de Janeiro de 2010 da AGÊNCIA BRASIL)

Brasília – Os analistas do mercado financeiro aumentaram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final deste ano, de 10,75% para 11% ao ano. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de analistas para os principais indicadores da economia.
A Selic é um instrumento utilizado pelo BC para controlar a inflação. Quando considera que a economia está muito aquecida, o BC aumenta os juros básicos, que atualmente estão em 8,75% ao ano.
A estimativa dos analistas é de que o Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no país, cresça 5,20% neste ano, a mesma da semana passada. Para 2009, ano que ainda sofreu os efeitos da crise financeira internacional, a expectativa de queda foi alterada de -0,24% para -0,26%.
A expectativa é de que neste ano haja recuperação da produção industrial, com crescimento de 8%, a mesma estimativa anterior. Para 2009, os analistas esperam que a produção industrial feche com queda de 7,54%, contra 7,58% previstos anteriormente.
Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, foi mantida a estimativa de 4,50%. Para 2009, a projeção passou de 4,28% para 4,29%. O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação, que é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais e para menos. Cabe ao BC perseguir essa meta, que é válida para 2009 e 2010.
Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação neste ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,43% para 4,41%. No caso do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a projeção caiu de 4,50% para 4,44%. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), foi alterada de 4,50% para 4,42%.
A expectativa para os preços administrados, neste ano, foi mantida em 3,5% e em 4,36% para 2009. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.
Outras projeções de indicadores econômicos também passaram por ajustes. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) em 2010 passou de US$ 11,3 bilhões para US$ 11,2 bilhões. Para a taxa de câmbio, a expectativa é que feche este ano em R$ 1,75.
A projeção para o déficit das transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) subiu de US$ 40,850 bilhões para US$ 41,3 bilhões, neste ano. Para 2009, a expectativa é de US$ 20 bilhões, contra US$ 20,110 bilhões previstos anteriormente.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2010 subiu de 42,50% 42,85%, e de 44,25% para 44,40%, em 2009.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) subiu de US$ 35,2 bilhões para US$ 37,5 bilhões, em 2010 e foi mantido em US$ 25 bilhões, para o ano passado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TAXA DE RISCO PAÍS

Ambiente de maior incerteza repercurte na elevação da taxa de risco de vários países. Isso insere no contexto político vários climas de incertezas. Se houver uma grande risco no Brasil, eleva a taxa de risco e com o dólar mais alto significa mais inflação.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

TAXA SELIC CONTROLA A INFLAÇÃO

A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
*Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação. Selic dá a medida das outras taxas de juros, como cheque especial e financiamentos.
O que é a Selic?
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível.
Por que a Selic é importante para a política econômica?
O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem. A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país.
Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui. Por que tanta gente reclama dos juros altos?
Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa.
E para o consumidor, que diferença isso faz?
É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo. Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário".
Também dá para ganhar com a Selic alta?
Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs.

A Taxa Selic também é chamada de Taxa Primária; pois é a Taxa que Remunera o Open Market e os Títulos Públicos.
O COPOM, entidade que determina a Taxa de Juros foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer a diretrizes da Política Monetária nacional.




MANUTENÇÃO DA TAXA DE JUROS E TAXA DE CÂMBIO


A Taxa Selic esta interligada com a Taxa de Inflação. Sempre consegue-se baixar a Taxa Selic a medida que a Inflação baixa. Aí entra a ação da Política Monetária, em que daí usa-se o termo de Política Monetária Expansiva, cujo o seu objetivo é baixar os juros e *retirar dinheiro de circulação não é uma boa opção; pois sempre que se retira dinheiro de circulação do meio da população, a Taxa de Juros tende a aumentar.

POLÍTICA DE CÂMBIO

Há uma palavra que muitos desconhecem. É o processo de Escâmbo. O Escâmbo é quando não se usa a moeda como negócio e sim como meio de troca.
O Regime de Câmbio no Brasil, depois passou a ser o Regime Flutuante, o que quer dizer que agora aqui no Brasil quem determina a Taxa de Câmbio é o próprio mercado. Até meados da década de 40, usavamos o Regime de Câmbio. Agora, é usado o Regime de Câmbio de Banda Cambial, adotado no ano de 1999.
OBS.
Taxa de Câmbio: É representado pelo preço da moeda estrangeira no Mercado Cambial de Divisas.
Regime de Câmbio Fixo: É a Autoridade Monetária Nacional em relação a moeda estrangeira que se compromete com a sustentação da paridade, ou seja, há um comprometimento do Banco Central em comprar ou vender a moeda à uma determinada Taxa de Câmbio a ser anunciada.

No Mercado de Câmbio se a Taxa de Câmbio baixa, quem exporta perde mais. E se pelo outro lado a Taxa de Câmbio sobe gera Inflação. Porém não existe uma limite de Taxa de Câmbio ideal.

POLÍTICA MONETÁRIA



Sempre quando falamos de Política Monetária, estamos falando de nossa moeda. E moeda tem haver com a cultura do país.
O dinheiro é uma expressão monetária de valor. E o preço do dinheiro é a Taxa de Juros.
Moeda é uma Relação de Confiança. Quando não se confia na moeda, as pessoas passam a utilizar moedas estrangeiras, como: o dólar americano, o euro e também, meios indexadores como: IPC, IPLA e a UFIR (a UFIR é um indexador de resultado da inflação, ela visa corrigir o valor, dentro das diretrizes da inflação). E isso pode fazer com a moeda nacional desvalorize.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O SIGNIFICADO DAS TAXAS DE JUROS



A CONSTITUIÇÃO DIZ SOBRE O LIMITE CONSTITUCIONAL DA TAXA DE JUROS: parágrafo 3º do artigo 192, que:



Art. 192 – (...)§ 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar."
ATÉ ONDE É CONSIDERADO LEGAL NO ÂMBITO JURÍDICO COBRANÇA DE TAXA DE JUROS?

"No âmbito jurídico, que "no conceito atual, usura não significa simplesmente o interesse devido pelo uso de alguma coisa. É o interesse excessivo, isto é, a estipulação exagerada de um juro, que ultrapasse ao máximo da taxa legal, ou estipulação de lucro excessivo, ou excedente do lucro normal e razoável."
Os juros correspondem ao preço do uso; daí usura, vocábulo empregado originariamente para designar o empréstimo de dinheiro mediante remuneração. Segundo Ronaldo Lupinacci, (Limite da Taxa de Juros no Brasil, 1ªed, LED, SP, 1998, p.27), hoje o termo significa lucro exagerado ou juro excessivo.
Aristóteles dizia, já em 350 a.C., num texto que se adequa aos dias atuais (Política, traduzido do grego por Mário Kury, UNB, 1981, p.288): "O objeto original do dinheiro foi facilitar a permuta, mas os juros aumentavam a quantidade do próprio dinheiro (esta é a verdadeira origem da palavra: a prole se assemelha aos progenitores, e os juros são dinheiro nascido do próprio dinheiro); logo, esta forma de ganhar dinheiro é de todas a mais contrária à natureza."

Os juros correspondem ao preço do uso; daí usura, vocábulo empregado originariamente para designar o empréstimo de dinheiro mediante remuneração. Segundo Ronaldo Lupinacci, (Limite da Taxa de Juros no Brasil, 1ªed, LED, SP, 1998, p.27), hoje o termo significa lucro exagerado ou juro excessivo.
Lei da Usura do Período de Getúlio Vargas: Decreto-Lei 22.626, de 7 de abril de 1933, que acompanhando a tendência mundial (França, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha, etc.) fixou um limite para a taxa de juros.

"Art. 1º - É vedado, e será punido nos termos desta lei, estipular em quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal (Código Civil, art. n. 1.062). (...)Art. 2º - É vedado, a pretexto de comissão, receber taxas maiores do que as permitidas por esta lei."
OBS. Não há vendas à prazo sem juros.

TÁ, AGORA PENSE! E SE A COBRANÇA DE JUROS FOSSE PROIBIDA?

Todo o sistema financeiro seria simplesmente desmantelado e o próprio capitalismo perderia sua razão de existir. A economia murcharia, pois sem juros não há estímulo para a poupança e sem poupança não há investimento, afirma o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. A atividade bancária, como hoje é conhecida, surgiu na Itália do século XIII, na cidade portuária de Gênova quando o crescimento do comércio fez com que os ganhos fossem depositados e que parte dos depósitos fossem emprestados a juros. É difícil imaginar que esses empréstimos pudessem ter surgido sem alguma recompensa pelo risco envolvido. E, sem os empréstimos bancários, que movimentam a economia em vários níveis, o mundo como o conhecemos não existiria. Eliminada essa alavanca financeira propiciada pela existência da lógica da cobrança de juros, todos nós teríamos de encontrar um modo de vida alternativo, em que somente seria produzido e consumido o essencial para a sobrevivência.Não haveria empresas e o próprio acúmulo de capital perderia o sentido (afinal, para que ter muito dinheiro se não se pode lucrar com ele?). As pessoas se contentariam em produzir só para o gasto e haveria bem menos riqueza no mundo.
"Sem os juros, a geração de riqueza perderia o sentido. Para que ganhar dinheiro se não se pode lucrar com ele? "