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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O RELÓGIO DO CICLO DOS INVESTIMENTOS

A figura ao lado foi publicada no Financial Times, num artigo do Trevor Greetham, diretor de alocação de ativos da Fidelity, uma das maiores gestoras de fundos do mundo. Greetham mostra como o time da Fidelity usa o “relógio do investimento” para decidir suas aplicações nas carteiras dos fundos multimercados.

Os ativos reagem de forma diferente à inflação e ao crescimento econômico. O gráfico ao lado mostra o que eles esperam e como os diversos mercados devem se comportar. Por exemplo, inflação em alta favorece o mercado de commodities.

O difícil é saber em que ciclo de investimento estaremos, diz. Ele está otimista e acha que as previsões mais pessimistas não vão se confirmar.

A íntegra do artigo está aqui http://www.ft.com/cms/s/2/e8e757e8-9104-11df-b297-00144feab49a.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

FUNDOS DE INVESTIMENTOS QUE APARECEM MAIS NA MÍDIA TEM PIOR DESEMPENHO

Sabe que foi realizada uma pesquisa (um estudo) pelo Boston College e foi verificado que os Fundos de Investimentos que aparecem mais na mídia tem um desempenho pior - essa pesquisa refere-se mais ao mercado americano. Os Fundos Investimentos que mais aparecem mais na mídia e que tem performance menor, menos rendimentos, tem um retorno menor, possuem um performance em média de 3,5% ao ano, menor do que os outros, quais ninguém conhece, ou melhor, que quase ninguém conhece; os que aparecem menos na lista, que são menos exibidos. Muita mídia, menos rendimentos. Muito investimento e muita divulgação e pouco em gestão.
A cobertura da mídia tende a induzir o investidor à aplicar num determinado fundo, então ele aparece muito na mídia, nos jornais, nas revistas, na televisão - e aí as pessoas procuram aqueles fundos pra investir e com isso eles tem uma captação maior e quando o investidor faz a captação ele é obrigado a comprar ativos do fundo, porque esta entrando dinheiro no fundo, afinal o fundo é isso você coloca dinheiro no fundo para o gestor fazer as aplicações pra você e quando o fundo começa a ficar muito grande ele passa a ter menos agilidade.
Fundos que tem a pior performance investem mais em acessória de impressa para aparecer mais nos jornais.
Alguns fundos chegam num determinado tamanho e eles fecham para captação, eles não permitem a entrada de novos cotistas, justamente porque acaba não tendo muito mercado para operar.
O caso é tem fundos muito bons em que realmente não aparecem na mídia, fundos que possuem uma rentabilidade muito boa e que nunca aparece na mídia.
Uma coisa que também pode ocorrer é que no momento em que o fundo cresceu muito o incentivo para gestor (a pessoa que você contrata para fazer as aplicações para você) fica distorcido - porque além de pagar a taxa de administração ainda há a taxa de performance (que é o que o gestor dá acima de determinados índices), então quando ele consegue bater os índices você paga um percentual que é essa taxa de performance, então quando o fundo fica muito grande, como a taxa de administração é cobrada sobre o patrimônio do fundo é o que ocorre elevação das deduções dos rendimentos dos fundos de investimentos muito divulgados na mídia.

sábado, 13 de março de 2010

ETF: COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS QUE É NEGOCIADA NA BOLSA

O que é um ETF?


ETF é a cota de um fundo de investimento que é negociada na bolsa, como se fosse uma ação. ETF é a abreviação de Exchange Trade Fund, que é uma unidade negociável na Bolsa de Valores como se fosse uma ação, mas que reune um número variável de ações. Cada ETF se propõe a representar determinado índice de ações ou um segmento setorial de ações, ou ainda ações de determinados países. Há ainda os ETF Ultra short que operam com venda de grupos de ações à descoberto e se benificiam dos períodos de queda das cotações das ações, já que as ações serão cobertas pela compra posterior à venda, estando elas a preços mais baixos.
Existem ainda ETFs que representam letra do tesouro, títulos hipotecários, bônus de empresas e mesmo commodities isoladas como ouro e petróleo.
Todos estes instrumentos são lastreados em títulos que visam dar rentabilidade igual aos objetivos anunciados.
O ETF é estruturado no momento da demanda e desfeito com sua venda. A montagem e desmontagem é feita por instituições financeiras gestoras deste tipo de produto.
Os ETFs pagam dividendos ou juros, conforme seus componentes enquanto estão na posse do investidor. A forma mais comum de utilizar o ETF é a de aposta na valorização dos papeis que os compõem, para vendêlo por um preço superior ao da compra. O PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) é um ETF; inclusive o PIBB era um fundo fechando inicialmente que foi feita a abertura de cotas dele em determinado e que, ser vendido e depois fechou e então passou a ser negociado somente nana bolsa na BMS Bovespa. E hoje se você quiser investir nesse fundo que reaplica a carteira do IBX, você tem que comprar cotas dele na bolsa, não pode investir no fundo diretamente, exatamente como você faz quando é para comprar uma ação em que você vai no home broker e contrata uma corretora e faz a compra da cota e vende sem liquídez, diária, só que invez de você comprar uma carteira de ações, você esta comprando uma carteira de ações.
Esse é um mercado já ativo no exterior e aqui no Brasil já começa aparecer, surgir alguns ETFs, desde 2008 mercado que esta crescendo continuamente. Interessante ressaltar que toda ação comprada na Bovespa tem um nome de batizado que é negociado na bolsa e o ETF. É muito interessante para quem tem pouco dinheiro para investir. Um tipo de fundo que é muito competitivo para a pessoa física e muito atraente também e que a participação dele tende a crescer no mercado brasileiro.
Então a idéia é comprar cotas, quer dizer invez de você comprar uma ação você compra uma cota de fundo de ações, aí é como se tivesse comprando várias ações; quer dizer você vende enquanto ação instântanea, ele é negociado e cotado, enquanto ação instântanea, diferentemente dos fundos tradicionais em que você aplica com a cota do dia seguinte e resgata com a cota anterior, enfim que tem um processo mais lento.

domingo, 7 de março de 2010

CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS: GOVERNO NÃO QUER GASTAR DINHEIRO DO FGTS



Em meio a rumeros do governo sobre a possibilidade de liberação do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, o FGTS, para comprar ações da empresa estatal brasileira, a Petrobras, podendo comprar até 30% sobre o que tem no Fundo de Garantia, o governo se vê diante de um dilema.
Os atuais acionistas da Petrobras que compraram ações com o dinheiro do FGTS no passado, vão continuar podendo utilizar do dinheiro do FGTS. Essa foi a regra aprovada pela a Câmera dos Deputados, aprovada no dia 03/03/2010 - o governo era contra essa proposta, porque só queria utilizar o dinheiro do FGTS para saneamento e habitação, mas desistiu de ir adiante contra a sua vontade, porque formou-se uma maioria na Câmera dos Deputados, a favor da utilização do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço para a compra de ações da Petrobras. Na última capitalização da Petrobras que foi grande também, governo de FHC, houve essa possibilidade para que as pessoas pudessem comprar ações da Petrobras com o dinheiro do FGTS, embora tenham passado sustos com as crises da bolsa de 2008/2009, acabaram ganhando dinheiro. Porém, aínda não esta resolvido porque essa proposta ainda vai para o Senado e lá no Senado, aínda dependerá de sua aprovação e se o governo não conseguir derrubar essa proposta ainda.
Os atuais acionistas da Petrobras que compraram ações com o dinheiro do Fundo, então poderão utilizar o dinheiro para comprar mais ações. Uma nota curiosa aí, é a de que o governo não controla os preços das ações da Petrobras, pois a Petrobras é uma Companhia Estatal Mundial e monopolista em 99% território nacional e outros porcentos em território estrangeiros, então a Petrobras pode-se dizer, que possuí ações no mundo inteiro.
O Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço possui uma rentabilidade baixa, e como ele paga pouco para o trabalhador, ele é um dinheiro barato para o governo, o governo tem então esse dinheiro a sua disposição a custo muito barato, aí o governo também usa esse dinheiro para financiar esses programas sociais do governamentais, então essa é a lógica do Fundo de Garantia; é um fator propriamente complexo e isso tem haver com a própria filosofia do FGTS, o próprio governo não entende o FGTS como um dinheiro do trabalhador, ele entende é como um do trabalhador, mas como uma objeção do governo, aí por um determinado período. Aí o governo se força em ter um dinheiro barato e dinheiro barato para o governo significa pouca rentabilidade para com o dinheiro do trabalhador. Ou seja, para permitir/possibilitar que o trabalhador administre melhor o seu dinheiro, precisaria haver uma mudança na legislação de forma a estabelecer mais regras que desse mais opções para o trabalhador utilizar da melhor forma o dinheiro do FGTS, mas o governo quer manter esse Fundo sobre o seu controle, porque é mais barato pra ele.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

BOLSA DE VALORES ENTRA EM CRISE?

Bolsa de Valores não entram em Crises Financeiras. O que entra em Crise são as empresas que compram títulos na Bolsa de Valores. O que acontece é que Bolsa de Valores pode ter baixa ou alta em seus títulos devido à reflexos nos cenários políticos mundiais e especulação.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

BOLSA DE VALORES E MERCADO DE AÇÕES

Bolsa de Valores
As bolsa de valores são associações civis, sem fins lucrativos e com funções de interesse público. Atuando como delegadas do poder público, têm ampla autonomia em sua esfera de responsabilidade. Além de seu papel básico de oferecer um mercado para a cotação dos títulos nelas registrados, orientar e fiscalizar os serviços prestados por seus membros, facilitar a divulgação constante de informações sobre as empresas e sobre os negócios que se realizam sob seu controle, as bolsas de valores propiciam liquidez às aplicações de curto e longo prazos, por intermédio de um mercado contínuo, representado por seus pregões diários. É por meio das bolsas de valores que se pode viabilizar um importante objetivo de capitalismo moderno: o estímulo à poupança do grande público e ao investimento em empresas em expansão, que, diante deste apoio, poderão assegurar as condições para seu desenvolvimento.


O Mercado de Ações

Para que possamos falar sobre o Mercado de Ações, primeiro vejamos alguns conceitos:
Ações: São títulos que representam frações do capital de uma Empresa, no caso diz-se que essa empresa é uma “ sociedade por ações” , a qual pode ser “aberta” ou “fechada”, de acordo com seu registro na CVM.
As ações podem ser “ordinárias” ou “preferenciais”. As ordinárias dão ao seu proprietário o direito de voto nas assembléias gerais de acionistas, nas quais são votadas as deliberações quanto a administração da empresa, seu balanço, seus futuros investimentos, etc. O direito de voto vale para as assembléias ordinárias ou extraordinárias. As ações preferenciais não possuem direito de voto, em contrapartida têm o direito de recebimento de dividendos com prioridade sobre as ordinárias, assim como deve receber o reembolso do capital, no caso de dissolução da sociedade, antes dos acionistas ordinários (votantes).


Mercado de Ações à Vista

Nele, a liquidação física (entrega de títulos vendidos) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em Bolsa de Valores e a liquidação financeira (pagamento e recebimento do valor da operação) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, e somente mediante a efetiva liquidação física.
Para operar no mercado de ações, o investidor depende de uma sociedade corretora de valores mobiliários, a qual é associada a Bolsa de Valores, pois somente essa entidade está autorizada a negociar no “pregão” de uma Bolsa de Valores.
Em conjunto com o corretor de ações, o investidor irá analisar e escolher os “papéis” nos quais irá investir seus recursos, considerando o balanço dos últimos anos da empresa cujas ações deseja adquirir, situação da empresa no seu mercado de atuação, etc.
O corretor irá representar o comprador (ou vendedor) junto a Bolsa de Valores, através de critérios pré-estabelecidos quanto a preço máximo e mínimo a pagar ou vender.
Os preços são formados em pregão, pela dinâmica das forças de oferta e demanda de cada papel, o que torna a cotação praticada um indicador confiável do valor que o mercado atribui às diferentes ações.
A maior ou menor oferta e procura por determinado papel está diretamente relacionada ao comportamento histórico dos preços e, sobretudo, às perpectivas futuras da empresa emissora, aí incluindo-se sua política de dividendos, prognósticos de expansão de seu mercado e dos seus lucros, influência da política econômica sobre as atividades da empresa etc.
Existem alguns tipos básicos de ordens de compra ou venda de ações, a saber:
Ordem a Mercado – o investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A corretora deverá executar a ordem a partir do momento que recebê-la.
Ordem Administrada - o investidor especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender. A execução da ordem ficará a critério da corretora.
Ordem Discricionária - pessoa física ou jurídica que administra carteira de títulos e valores mobiliários ou um representante de mais de um cliente estabelecem as condições de execução da ordem.
Sempre haverá no ato de compra ou venda de ações, o pagamento de corretagem.

Mercado de Opções

A principal diferença entre o mercado de ações à vista e o mercado de opções é que no último não são negociadas as ações propriamente ditas, mas o direito sobre elas. Chama–se opção ao direito de uma parte comprar ou vender a outra parte, dentro de um prazo pré-estabelecido, certa quantidade de ações, por preço acertado.
Esse mercado pode hoje ser efetuado através das modalidades de: compra coberta, compra a descoberto e opções de venda.
Neste negócio há também o pagamento de comissões de corretagem.
Conhecer a terminologia deste mercado, pode ajudar a elucidar dúvidas, a saber:
Titular: O comprador da opção, que terá o direito de exercer a opção, pagando por ele.
Lançador: Aquele que cede o direito ou vende a opção, pelo qual recebe o prêmio.
Prêmio: Valor do negócio, também chamado de cotação da opção na Bolsa de Valores.
Opção de compra: Forma de atuação na qual o titular adquire o direito de compra de um lote de ações, por certo preço, dentro de um prazo pré-estabelecido.
Opção de venda: Modalidade em que o titular tem o direito, caso queira, de vender ao lançador, as ações a que se refere a opção, de acordo com o preço e prazo formulados.
Preço de exercício: Em opções de compra, é o valor que o titular deve pagar ao lançador por suas ações, caso exerça o direito de compra, no caso de opções de venda, o lançador paga ao titular.
Vencimento: Data em que cessam os direitos do titular de exercer sua opção.
Séries de uma opção: Opções do mesmo tipo (compra e venda), para a mesma opção objeto, e com a mesma data de vencimento. Os prêmios variam conforme os preços de exercício, que diferem de uma série para outra.
Tanto o titular como o lançador de opções (de compra ou de venda) podem, a qualquer instante, sair do mercado, pela realização de uma operação de natureza oposta.
Quando uma série de opções tem sua negociação em pregão autorizada, permanece válida até o seu vencimento, embora possam ser introduzidas novas séries, com diferentes preços de exercício. A Bolsa de Valores pode, porém, suspender, a qualquer instante, as autorizações para lançamento e/ou negociação.
Isso em geral acontece com as séries que não apresentam posições em aberto e cujos preços de exercício sejam muito diferentes dos preços de mercado. Séries com posições em aberto não têm sua negociação suspensa, salvo em casos especiais.
As operações no mercado de opções, como no mercado à vista, somente podem ser efetuadas por sociedade corretora autorizada pela Bolsa de Valores, observando-se, na sua realização, o disposto no Regulamento de Operações no Mercado de Opções.
São permitidas operações de "day-trade", ou seja, a compra e a venda da mesma série, em um mesmo pregão, por uma mesma sociedade corretora e por conta de um mesmo comitente (aplicador).
A liquidação dessas operações, exclusivamente financeira, é feita pelo saldo.
No dia do vencimento da opção não é permitida a realização de tais operações.
A Bolsa de Valores, segundo o regulamento vigente, pode impor restrições ao mercado de opções sempre que for aconselhável, considerados o interesse do mercado, a proteção do investidor ou o objetivo de manter o mercado justo e ordenado.
A suspensão da ação-objeto no
mercado a vista implica, normalmente, a suspensão das negociações com suas opções.
A suspensão das negociações com suas opções, entretanto, pode acontecer independentemente do comportamento da ação no
mercado a vista, sempre com o objetivo único de regular o comportamento do mercado de opções.

Negociações Sem Certificado (Escritural)
O mercado de opções é caracterizado por seu controle totalmente escritural. As posições de lançador e titular resultam do registro das operações na Bolsa de Valores, em código diferente para cada cliente. Embora não sejam emitidos certificados de opções pela Bolsa de Valores, são mantidos controles diários das operações realizadas e, conseqüentemente, das posições geradas e lançadas na conta de cada cliente.
Relatórios são também enviados às sociedades corretoras, permitindo um acompanhamento contínuo da situação de seus clientes. Os clientes que atuam no mercado de opções recebem, a cada operação que altere sua posição registrada na Bolsa de Valores, um extrato de sua conta - que pode também ser obtido mediante solicitação.


Mercado a Termo de Ações

No mercado a termo, existe um novo aspecto, o qual é o contrato entre as partes envolvidas no processo de compra e venda de ações.
Este contrato estabelece prazos, preços e outros detalhes do negócio a ser feito. Operações com prazos de liquidação diferidos, em geral de trinta, sessenta ou noventa dias.
Para aplicações no mercado a termo é necessário, um limite mínimo para a transação e depósito de valores, tanto pelo vendedor como pelo comprador , utilizados como margem de garantia da operação.
O contrato a termo pode, ainda, ser liquidado antes de seu vencimento.
As principais vantagens desse tipo de operação consistem em permitir ao investidor proteger preços de compra, diversificar riscos, obter recursos e alavancar seus ganhos.

As principais vantagens desse tipo de operação consistem em permitir ao investidor:
Proteger Preços - um aplicador que espera uma alta nos preços de uma ação ou de um conjunto delas pode comprar a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta da ação. Poderá fazer isso porque, embora não conte, no momento, com dinheiro suficiente para a compra do lote desejado, aguarda a entrada de novos recursos dentro do prazo para o qual realizou a operação.
Diversificar Riscos - um aplicador quer comprar algumas ações cujas cotações estima estarem deprimidas, porém não quer concentrar todos os seus recursos em apenas um ou dois papéis, para não assumir riscos muito elevados. Adquire a termo quatro papéis mais atrativos, desembolsando apenas a margem de garantia. Essa diversificação envolve riscos menores do que uma aplicação em ações de uma única empresa, já que a eventual perda com uma ação pode ser compensada com ganhos com as outras três.
Obter Recursos (operação caixa) - para detentores de carteiras que precisam de recursos para uma aplicação rápida, mas não querem se desfazer de nenhuma ação. A alternativa de vender a vista para imediata compra a termo do mesmo papel permite ao aplicador fazer caixa e, ao mesmo tempo, manter sua participação na empresa.

Principalmente, para obter renda adicional.
Para Financiar - Nesse tipo de operação - de financiamento - o aplicador compra ações no mercado a vista e as vende a termo, no prazo que deseja financiar, com o objetivo de ganhar a diferença existente entre os preços a vista e a termo, ou seja, os juros da operação;
Aumentar a Receita - Tomada a decisão de vender uma ação - sem a necessidade de uso imediato de recursos -, pode-se optar por uma venda a termo, maximizando ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista da ação. Esse período - o prazo do contrato - será escolhido pelo vendedor a termo, de acordo com sua programação de aplicações e seu conhecimento de alternativas futuras.

A utilidade dessa estratégia é viabilizar proteção para o vendedor a termo que não possui as ações. Adquirindo opções de compra sobre as ações vendidas a termo, o aplicador que espera por uma baixa de mercado protege-se contra uma inesperada alta no mercado a vista.

Com essa estratégia, o aplicador pode explorar os diferentes níveis de taxas de juros existentes nos dois mercados e, caso não seja exercido, reduzir o custo de aquisição dos títulos. Dessa forma, é possível garantir o atendimento a eventual exercício da opção pela liquidação do contrato a termo.


Conclusão

O mercado de ações em todos os aspectos comentados anteriormente mostra uma gama muito grande de formas e “modus operandi” , de forma que o envolvimento do cidadão comum, ou ainda, investidor quando iniciante deve ser feito com cautela, procurando acercar-se de parceiros de confiança para evitar fracassos. Segundo os “experts” deste mundo repleto de números, siglas, indicadores e uma “sopa de letrinhas” bastante recheada, as aplicações em bolsa de valores são indicadas para investidores com maior volume de capital a aplicar e que não espere retorno a curto prazo.
Coloco em seguida, um texto extraído do site na Internet, da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em forma de FAQ (frequently Asked Questions) ou perguntas freqüentemente feitas, sobre a Bolsa de Valores e sua aplicação, direcionado aos leigos.


O que é ?

É o local especialmente criado e mantido para negociação de valores mobiliários, em mercado livre e aberto organizado e fiscalizado pelos corretores e pelas autoridades.

O que são Valores Mobiliários?

São títulos como debêntures, ações, opções etc.


Por que é necessário um lugar especial para negociar ações?

Para concentrar em determinado local compradores e vendedores, centralizando as ofertas. Além disso, para negociar ações, são necessários dois serviços: informação e liquidação. E a Bolsa de Valores é que presta esses dois serviços ao investidor.

Em que consiste o serviço de informações?

Consiste em colocar à disposição do público o histórico dos preços pelos quais cada ação vem sendo negociada, bem como as ofertas de compra e venda existentes no momento, informações indispensáveis para o investidor decidir por quanto vai comprar ou vender suas ações.
A Bolsa de Valores cuida, ainda, de obter e divulgar informações sobre o desempenho das companhias cujas ações são negociadas, o que é importante para acompanhar a vida dos investimentos realizados.

Como posso tomar conhecimento dessas informações?

As cotações são divulgadas no mesmo dia pela Bolsa de Valores e publicadas pelos jornais diários do dia seguinte. Dados mais completos podem ser encontrados nas revistas e boletim editados pela própria Bolsa de Valores.
Informações atualizadas minuto a minuto, durante o período em que são realizados os negócios, podem ser encontradas nos terminais de vídeo que a Bolsa de Valores mantêm em todo o País, ligados aos seus computadores. Esses terminais podem ser até instalados nos escritórios e residências dos investidores que quiserem e, naturalmente, pagarem pelos serviços.

E o serviço de liquidação em que consiste?

Consiste em fazer os títulos chegarem às mãos do comprador e o dinheiro às mãos do vendedor. Além de executar o serviço de liquidação propriamente dito, a Bolsa de Valores tem outro papel nesse processo: garantir a legitimidade das ações que entrega aos compradores.

Como se dá essa garantia?

A Bolsa de Valores mantêm um Fundo de Garantia. Mesmo que posteriormente sejam descobertas ações falsas ou roubadas entre os títulos que você comprou, a Bolsa de Valores os substituirá por ações boas, cobrindo os prejuízos.

O que se faz para investir na Bolsa de Valores?

O que se chama "investir na Bolsa de Valores" nada mais é, do que investir em ações. E, para investir em ações, o caminho certo é procurar uma corretora de valores, distribuidora ou banco de investimento.

Não posso procurar diretamente a Bolsa de Valores?

Naturalmente, as portas da Bolsa de Valores estão abertas aos investidores para prestar-lhes esclarecimentos, atender consultas, fornecer publicações, etc. Mas a compra e venda de ações é sempre feita através de uma corretora de valores, membro da Bolsa de Valores.

Quais são os serviços prestados ao investidor pela Bolsa de Valores e pelas corretoras?

A corretora assessora o investidor dando informações e recomendações; e recebe as ordens de compra e venda dadas pelo investidor. Essas ordens são transmitidas para o operador no pregão - local onde são realizados os negócios.
Fechada a operação, entra em cena a Bolsa de Valores que registra e passa a divulgar os valores negociados, procedendo finalmente, à liquidação.

O que é o pregão?

É o recinto onde se reúnem os operadores para executar as ordens de compra e venda dadas pelos investidores às suas corretores.
O pregão funciona diariamente de 11:30 hs às 18:00 horas.

A Bolsa de Valores é um órgão público?

Não. A Bolsa de Valores é um órgão privado. Uma associação civil formada pelas corretores de valores que são seus membros.

Dividendos

A participação nos resultados de uma sociedade é feita sob a forma de distribuição de dividendos em dinheiro, em percentual a ser definido pela empresa, de acordo com os seus resultados, referentes ao período correspondente ao direito.
Quando uma empresa obtém lucro, em geral é feito um rateio, que destina parte desse lucro para reinvestimentos, parte para reservas e parte para pagamento de dividendos.

Mas a Bolsa de Valores não tem um papel fiscalizador?

Tem. A Bolsa de Valores é, inclusive, órgão auxiliar da CVM - Comissão de Valores Mobiliários - na fiscalização do mercado de ações. Este é um exemplo de auto-regulação, uma iniciativa de caráter estritamente privado que funciona de acordo com regras definidas pelos próprios membros da Bolsa de Valores sem ingerência estatal.


Bibliografia

SANVICENTE, Antonio; MELLAGI, Armando: Mercado de capitais e estratégias de investimento, Atlas, 1987;

INTERNET, sites da BVRJ, BOVESPA e Corretora Bradesco;