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quarta-feira, 23 de março de 2011

O FALSO ESPECIALISTA

Muitos investimentos só se mostram viáveis quando executados com a ajuda de um corretor, seja por exigência legal, como acontece com os corretores de valores na compra de ações, seja para facilitar nossa vida e nos dar maior segurança, como acontece com corretores de imóveis e de seguros. Contar com um especialista sempre nos custa, pois ele vive da corretagem sobre cada operação que negocia. Porém, nem sempre é verdade que contar com um especialista significa que confiaremos nossas decisões a quem nos ajudará a tomar as melhores decisões.O negociador especialista, ou corretor, é aquele que se encarrega de efetuar nossas negociações dentro das regras vigentes naquele mercado específico. Para nos manter como clientes, ele ainda procura nos oferecer boas orientações e ferramentas para que nossas sugestões sejam acertadas. Muitas vezes, sentimo-nos frustrados por esperar de nosso corretor maiores orientações e elas não aparecerem da maneira detalhada que desejamos. Isso acontece porque o especialista depende de resultados para tornar seu trabalho viável. Pequenos investidores movimentam pouco dinheiro e pagam pequenas comissões, o que obriga o especialista a nos oferecer apenas o suficiente para um bom começo. Ele é especialista em fazer certo, e não em fazer melhor, afinal, trabalha com o objetivo de lucrar. Como acontece com o gerente do banco, ele é um intermediador de interesses com bom conhecimento da rotina do investimento.
Não confie e nem conte exclusivamente com a recomendação de compra ou venda de um corretor, a não ser que você já tenha experiência no relacionamento com ele, ou esteja negociando uma operação de grande valor. Sempre verifique uma recomendação ou sugestão com outra fonte, e jamais conclua um negócio se tiver dúvidas quanto às orientações recebidas. Fingir que entendeu é uma atitude que conduz a perdas, e não a ganhos. Respeite o tempo do profissional, que é escasso. Faça sempre sua “lição de casa”, procurando aproveitar todas as ferramentas e informações disponibilizadas pela corretora, antes de esclarecer dúvidas com o especialista.


FONTE: Gustavo Cerbasi

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CORRO ALGUM RISCO AO ME TRANSFORMAR EM SÓCIO MINORITÁRIO?


Recebi uma proposta diferente de emprego em uma empresa familiar de pequeno porte. Diz uma pessoa - Como o dono mostrou muito interesse em me contratar, mas não pode cobrir o salário que ganho atualmente, ele me propôs, ser sócio minoritário com 5% de participação. Aparentemente é uma boa proposta, mais eu gostaria de saber se corro algum risco?
RESPOSTA: Sim, você corre riscos. Pois ao se transformar em sócio, independentemente do percentual de participação, você se torna uns dos responsáveis por eventuais dívidas da empresa, no caso mais extremo o de uma falência, você pode vir a ter os seus bens pessoais bloqueados. Então, primeiro você precisa pedir que o dono lhe mostre os dois últimos balanços anuais da empresa para você se certificar de que ela é sólida; se você não sabe analisar um balanço o que não é desabono, peça para algum amigo contador lhe dar uma explicação prévia, outro ponto importante é o da gestão - É claro que a última palavra será sempre de quem tem 95% do negócio, mas como sócio minoritário, legalmente você pedir explicações sobre as decisões tomadas e ter livre acesso aos documentos contábeis e financeiros, porém em empresas em que o dono sempre decidiu tudo sozinho, não é de se esperar que ele de repente esteja disposto a compartilhar seus planos estratégicos, logo você precisa perguntar para o dono, qual será o seu grau de liberdade para fazer perguntas e sugestões, se na conversa você sentir que o dono pretende trata-lo como empregado e não como sócio - Discuta um bônus anual até o limite de 5% do lucro, mas como empregado e não como associado, dessa forma teoricamente você receberia um montante para complementar o salário, mas sem arriscar a sua poupança - Isso porque teoricamente daí, você não teria acesso aos registros contábeis e aí tudo se resumo numa questão de confiança. Se o dono tem uma imagem de integridade no mercado, vale a pena você aceitar e finalmente não se mostre desconfiado em excesso ao negociar com o dono, se não você pode melar um boa negociação, converse com calma, com jeito e com respeito.
A parte mais assustadora da história, foi enfatizada de propósito, não para desencorajar ninguém, mais para informar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SABER GASTAR

Poupar dinheiro não é privar-se de tudo. Em diversas ocasiões, saber gastar pode nos fazer muito bem.
Gastar é uma atividade extremamente prazerosa, e sempre fará bem para a saúde. Porém, se praticada em excesso, certamente causa uma grande dor de cabeça e forte sensação de arrependimento.
Há pessoas que, como usuários de droga, amargam semanas de depressão e problemas por ter gasto seus recursos compulsivamente, mas continuam gastando, pois a sensação de prazer alivia, ao menos aos finais de semana, o sofrimento e a preocupação. É um círculo vicioso.
Eu procuro orientar as pessoas a garantirem uma verba que assegure momentos de prazer para a família. Ao fazer grandes escolhas, como a compra de uma casa ou de um carro, optamos pelo melhor que podemos pagar e esquecemos de deixar espaço para os pequenos prazeres.
Minha sugestão é dosar essas grandes escolhas, comprando sempre uma casa, um carro ou uma roupa de padrão um pouco abaixo do que se pode pagar, para deixar uma certa gordura No orçamento. Essa gordura deve ser gasta com coisas que dão prazer maior do que simplesmente morar ou vestir, como uma ida ao parque com os filhos, um "happy-hour" com amigos e um ingresso para uma partida esportiva.
O bom planejamento financeiro não é aquele que ensina a poupar o máximo possível para nos tornarmos milionários ainda jovens. O bom planejamento financeiro permite gastar o máximo possível sem comprometer nossa capacidade de gastar no futuro.
Riqueza é uma questão de equilíbrio, como tudo que é bom na vida.


FONTE: Gustavo Cerbasi

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

FALANDO SOBRE GRAU DE ENDIVIDAMENTO: INADIPLÊNCIA

Uma pesquisa do IPEA sobre o endividamento das famílias brasileiras, revelou que 54% diz que não estariam endividadas e apenas 11% responderam que estariam muito endividadas. Ter créditos hoje em dia no Brasil é uma coisa muito nova, porque os bancos passaram a emprestar dinheiro agora, porque antigamente o grande negócio era emprestar dinheiro para o governo e comprar títulos do governo. Então é uma novidade para todo mundo, boa e também ruim ao mesmo tempo, bom porque você ainda tem capacidade de alavancagem e ruim porque o custo do dinheiro é muito alto e a gente não sabe tomar crédito ainda da forma correta - Apesar que nos últimos anos o crédito no Brasil aumentou muito.
Porque na grande maioria das vezes a gente só percebe que esta endividado quando a gente precisa de dinheiro, tem muita gente que acha que não esta muito endividada, ela só vai dar conta disso quando ela precisar de créditos, no momento em que ela realmente precisar de dinheiro, quando acontece alguma coisa e que ela vê que precisa de dinheiro porque nem ao menos ela possui reservas de dinheiros particular. E o que pode ser isso? Pode ser uma separação, pode ser perder o emprego, pode ser uma despesa médica.
Temos dados sobre o tamanho da alavancagem e até dados considerados razoaveis de alavancagem, [Alavancagem quer dizer: é quanto você toma de dinheiro dos outros, de dinheiro que não é seu, de recursos de terceiros, que no caso é do banco, do cartão de crédito, do cheque especial], então com isso daí você pode se alavancar uma vez, duas vezes.
Isso acontece porque quando a gente começa tomar financiamentos e passamos a olhar o financiamento dentro de uma carteira total de financiamento; toda vez que você vai contratar um financiamento, boa parte das pessoas olha pela a prestação desse financiamento, a prestação com que elas conseguirão pagar esse financiamento, mais elas esquecem de somar essa prestação com a outra prestação e assim por diante... e aí o que vai acontecer? Ele vai se alavancando e como a oferta de créditos aumenta é natural que também aumente o tamanho da alavancagem e isso se torna um problema no momento em que a pessoa passa por uma situação adversa.
Outro ponto importante frisar é que há várias formas de endividamentos e para cada necessidade vai ser aconselhado uma forma de endividamento. O custo de cada um dos endividamentos implica na resolução de formas de quitar esses endividamentos. Endividamentos no cartão de crédito ou no cheque especial por exemplo, é perigoso, pois é uma coisa que vai te colocar numa situação muito difícil porque a taxa é muito alta, e é uma das taxas mais altas do mercado. Você pega dinheiro no cheque especial e diz que no mês que vem você vai pagar (mês que vem, você zera esse cheque especial), só que chega o mês que vem e você não consegue pagar, aí o que, que acontece? O tamanho de sua alavancagem aumenta, porque o custo é muito alto. Então isso é uma coisa que tem que prestar bastante a atenção, não conseguiu pagar no primeiro mês, já recorre à uma outra forma. Se possível trocar por uma dívida mais barata para poder conseguir pagar.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

MUDANÇAS DE HÁBITO

Um trabalho feito por estudiosos americanos patrocinado pela National Endowment for Financial Education, uma organização americana que promove a educação financeira, fez uma relação de “dicas” para que as pessoas consigam adotar um comportamento financeiro saudável, ou seja, acabar com os péssimos hábitos financeiros.

Fiz um resumo do que eles recomendam:

1-Resista às mensagens de compra – nós somos bombardeados com imagens de riqueza refletidas em produtos que servem como “faíscas de inveja” e vão ser catalisadores de gastos totalmente desnecessários. Essas mensagens estão nas novelas, no cinema, nos comerciais etc.

2-Partilhe informação financeira com a sua família – uma das chaves para o sucesso financeiro é a comunicação com seu marido ou mulher. Os pais deveriam se unir para formar um front contra as excessivas demandas dos filhos.

3-Considere as conseqüências de seu comportamento financeiro – do que você está abrindo mão quando faz um consumo? Além disso, qual o impacto na comunidade? No meio ambiente?

4-Separe o que você quer do que você precisa – essas duas coisas se confundem facilmente. Precisar é quando é necessário para sobreviver. Querer faz o viver mais confortável. Precisar inclui coisas como: comida, roupa e abrigo. Querer é: sorvete, grifes e mansões.

5-Siga um princípio básico de gastar menos do que ganha – não adianta fazer o melhor investimento do mundo se você na partida não consegue manter essa regra. Você terá um caminhão de dívidas e aplicações que simplesmente não cobrem seu passivo.

6-Mantenha as dívidas sob controle – dívidas em excesso são armadilhas
extremamente perigosas. Por mais que você esteja seguro de sua capacidade de pagamento, qualquer emergência poderá criar sérias dificuldades.

7-Teste o seu desejo de comprar – mantenha uma lista de seus objetivos de consumo na carteira. Sempre que você for pegar o dinheiro ou o cartão de crédito para fazer um consumo vai ver a lista do que está abrindo mão.

sábado, 5 de junho de 2010

OS GASTOS SEMPRE ACOMPANHAM O AUMENTO NA RENDA


Por mais que uma pessoa ganhe, os gastos acabam acompanhando esse aumento na renda. Pessoas que ainda estão estudando ou que acabaram de entrar no mercado de trabalho, geralmente tem pouco problema de viver sem um carro ou então procurar outras opções mais baratas de diversão. Só que a partir do momento que a renda aumenta é normal que também o estilo de vida mude e que se torne mais caro, tudo se torna mais caro: carro novo, roupas mais caras, celular melhor, viagens com mais frequência. E claro que todos nós merecemos conforto e devemos saber aproveitar as coisas boas que o dinheiro nos oferece. Mas, é ainda melhor se a gente conseguir evitar dívidas e usar a maior parte do aumento de nossa renda para poupar mais. Quem compra a vista tem muito mais poder numa negociação, quem compra à prazo acaba tendo que obedecer as regras que nem sempre são equilibradas e que são impostas pelo vendedor. Por isso se você receber um aumento em uma fonte de renda extra, não esqueça de pagar a coisa mais importante primeiro. Aumente a percentagem destinada a sua poupança e aos seus investimentos, depois disso quanto mais dinheiro sobrar na sua conta bancária, maiores serão as chances de você poder gastar muito bem nas coisas que realmente irão lhe proporcionar conforto e bem estar e tudo isso sem qualquer remoço. Pense nisso, leve uma vida equilibrada planejando o seu futuro financeiro, priorizando o que é mais importante.

domingo, 23 de maio de 2010

CONTABILIDADE: DÉBITO x CRÉDITO E OUTRAS CONTAS


O conceito de débito é o que se perde e crédito é o que se ganha.

Agora em contabilidade, o débito está relacionado com contas do Ativo que representa bens e direitos (dinheiro, casa, carro, valores a receber, etc).
E crédito está relacionado com contas do Passivo que representa suas obrigações com terceiros (empréstimos, financiamentos, contas a pagar, impostos a pagos e por aí vai.
Raciocinando como Contador, Débito é tudo aquilo que a empresa DEVE aos seus sócios, e crédito é tudo aquilo que os sócios e demais entidades têm a RECEBER da empresa.

Exemplos:

CONTAS DE DÉBITO:
  • Instalações
  • Caixa
  • Móveis e Utensílios
  • Veículos
  • Equipamentos
  • Capital
  • Títulos a Receber
  • Aplicações Financeiras
  • Imóveis
  • Materiais para Escritório
  • Estoque de Mercadorias
  • Bancos conta Movimento

CONTAS DE CRÉDITO:
  • Lucros Acumulados
  • Empréstimos a Pagar
  • Fornecedores
  • Empréstimos sob hipoteca a pagar
  • Salários a Pagar
  • Dividendos a Pagar
  • Estoque de Peças para Reparo


CONTAS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO:
  • Capital Social: é o investimento que os sócios investem na empresa
  • Reserva de Capital
  • Reserva Legal

CONTAS DO ATIVO PERMANENTE:
  • Imóveis
  • Máquinas e Equipamentos
  • Investimentos em Outras Empresas
  • Despesas com desenvolvimento de novos produtos
  • Veículos
  • Terrenos
  • Obras de Arte

CONTAS DO ATIVO DIFERIDO
  • Despesas com desenvolvimento de novos produtos
  • Despesas pré-operacionais